Tag: tecnologia

Gamificação: Mecânica, Estética, História e Tecnologia – Parte III

small_339901660 A Tecnologia é um dos componentes tecnicamente mais exigentes e que exige acima de tudo pessoas especializadas, engenheiros de software, hardware, etc. No caso de um Jogo tal como os conhecemos como Playstation, XBox, PC, poderá resolver-se com pessoas com skills em programação de software, pois os controlos remotos, aparelhos, televisões, etc já estão todos desenvolvidos. No entanto, não quer dizer que fiquemos por aqui, pois começa a surgir acessórios externos que tornam a experiência no Jogo muito mais enriquecedora, como animais de estimação mecânicos que são controlados por wireless após acções no jogo que é projectado na televisão, até à experiência de existir uma cãmara que identifica os nossos movimentos e transforma-os em acções na mecânica do Jogo, como no caso de Jogos desportivos e fitness. A tecnologia por si só não resolve nada, podem-se fazer Jogos com uma complexidade tecnologia enorme, com acessórios de tecnologia de ponta e o Jogo ser um fracasso, há que considerar sempre os outros 3 pontos (Mecânica, Estética, História). No entanto, este é um assunto que hei-de referir no futuro sobre o efeito holistico de juntar estes 4 elementos constituintes do Jogo e como juntamente com um Tema pode criar uma sinergia fantástica na experiência final.

Na Gamificação de um web site (tipicamente uso o web site pois é um exemplo que foge radicalmente ao conceito de Jogar tal como conhecemos num aparelho de jogos) o que é a tecnologia? Os conceitos dos jogos aplicam-se perfeitamente na Gamificação, o próprio nome o indica, e no caso da tecnologia isso não muda, no entanto, enquanto que quando compramos um Jogo a tecnologia já lá está, até para quem o faz metade já foi preparado (os aparelhos, comandos, acessórios) no caso de um web site, há que fazer ou mexer no web site e criar “o aparelho” e os comandos!

O “Aparelho” para o Jogo terá que ter vários componentes:

– um pacote de software que consiga monitorizar os “movimentos das jogadas” do utilizador, como que links visitou, que comentários fez, que rating deu nos comentários, que outros utilizadores recomendou e chegaram ao site, enfim, que jogadas anda a fazer na mecânica do nosso jogo.small_6105644516

– um pacote de software, que já foi definido previamente com a mecânica do jogo, que pega nas jogadas que estão a ser feitas, valida os movimentos (regras do jogo) e promove as consequências, como prémios, pontos, passagem de níveis, etc, que num web site poderão ser ofertas de assinaturas, distinção em homepages desportivas, de secções de notícias, aparecer em primeiro num grupo de comentários, leaderboards, badges, e outros virtual goods. (embora aqui já estou a entrar um pouco na estética e nos PBL – pontos, badges e leaderboards que pretendo discutir futuramente).

– as alterações ou definições no design e interacções com o site. O site além do seu design com a sua informação terá também que contemplar como se fizesse parte dele inicialmente os componentes da gamificação e por isso a tecnologia a escolher é uma peça muito importante, porque um site informativo poderia estar apenas em html/css/javascritpt, com gamificação terá que ter elementos mais dinâmicos e de programação mais avançada, afim de poder receber “as jogadas” dos utilizadores, e poder reagir ao avanços ou recuos consequentes dessas jogadas. Basicamente tem de estar preparado para se ligar ao “aparelho de jogo” falado atrás.

Assim, quando se quer gamificar um site, ou outro componentes de software, quer desde a sua criação ou alterar algo que já existe é necessária alguma consultoria técnica mais avançada como um consultor sénior de software. Sem ele poderão ser tomadas decisões acerca do Jogo que poderão não ser possiveis mais tarde implementar, tal como alguém quer um Jogo com um visual completamente real como o filme Avatar mas a tecnologia ainda não chegar lá! (No caso do filme Avatar demorou alguns ANOS para se conseguir! embora parecendo no produto final algo tão simples!)

O tema da Tecnologia, que é um tema que certamente voltarei a referir no futuro com mais profundidade, com exemplo não só de software, é muito importante, pois acima de tudo um projecto de software que queria ter elementos de Gamificação deve incluir como seus requisitos os requisitos da Gamificação no mesmo nível que os restantes requisitos do projecto, porque afinal de contas a Gamificação é um dos contribuintes para a melhoria do negócio!

photo credit: toughkidcst via photopin cc

photo credit: h.koppdelaney via photopin cc

Gamificação: Mecânica, Estética, História e Tecnologia – Parte I

Como é sabido, a Gamificação acenta sobre os mesmos conceitos de um Jogo. Num post anterior falei sobre a experiência que o utilizador final deverá ou irá viver durante e no final do Jogo. A experiência é realmente o factor mais importante para o sucesso de um Jogo, mas não se cria experiência do nada, ou porque sim, ou sem um planeamento devido.Para se chegar à experiência é necessário acentar o desenvolvimento do Jogo sobre um conjunto de blocos que servirão de base para a criação da experiência. Pretendo falar sobre 4 factores que constituiem o desenvolvimento do Jogo: Mecânica, Estética, História e Tecnologia. Hoje falaremos da História.

Todo o jogo deverá ter uma história. Mesmo que o jogo seja algo simples como o Tetris ou puzzles, ou corridas de carros, ou gamificar um site de vendas, há uma histórica. Está histórica não tem que ser contada ao utilizador, pois por vezes é ele que a vai criar, outras vezes continuar, outras vezes descobrir, mas é necessário criar uma linha condutora, um âmbito ao Jogo, tal qual como se faz com um projecto qualquer. O utilizador tem de perceber o que está a fazer e o porquê e acima de tudo ter um contexto. Esse contexto é a história.

Eu lembro-me quando era novo e jogava nas “máquinas” (como se dizia na altura) que existiam em cafés ou salas de jogos (hoje em dia o PC ou Playstation ou Wii, etc, serve perfeitamente!) antes de cada jogo, mesmo o tetris, surgia um pequeno texto a explicar o porquê da existência do jogo, por vezes era salvar uma princesa e por isso tinha que aplicar golpes de karaté sobre os inimigos, outras vezes era libertar um prisioneiro que estava cativo e por isso tinha que resolver puzzles, salta plataformas, entregar encantamentos, etc. Até o jogo Space Invaders, um dos primeiros para os computadores tinha por detrás uma história de aliens que queriam invadir a Terra!

small_1721982928 O utilizador, quando está a jogar, deverá sentir que está a cumprir algo, a viver algo acerca de um acontecimento, ou a provocá-lo. Num post anterior referi a experiência na gamificação e dei como exemplo uma aplicação sobre recuperação de lesões na saúde, aqui está a ser desenvolvida ou a criar uma histórica de uma recuperação na vida de alguém, a histórica da vida do utilizador que está a “Jogar” o jogo (quantos filmes há sobre isto?)!

Quando o Jogo não é assim tão sério, tão pessoal, uma história trás algo misterioso, gera um conjunto de pensamentos na nossa imaginação para “tapar” os buracos que faltam no texto da história, algo como quando estamos a ler um livro.

Assim, o primeiro passo para a inclusão da gamificação num sistema, seja ele um site, uma aplicação para o PC, no local de trabalho, ou outro modelo onde possam ser aplicados conceitos de jogos, deve-se primeiro criar a história, ou descobri-la. Depois contá-la ou introduzi-la ao utilizador (diga-se jogador) e com a ajuda de outros factores (nas seguintes partes deste artigo) desenvolver o jogo!

A História irá ser também um componente muito importante para a criação do Tema do Jogo, mas isso deixo para futuro post.

photo credit: Dunechaser via photopin cc

Bad Behavior has blocked 93 access attempts in the last 7 days.

Hyper Smash